Olhei as estrelas em busca de traços
que dessem sentido aos meus descaminhos.
Vislumbro sinais que revelam espinhos,
trajetos incertos de risos escassos.
Arestas se fundem em linhas tristonhas
que esboçam caminhos de medos e dores,
figuras terríveis de faces medonhas,
carrancas no céu a urdir meus temores.
Desvio detalhes, percebo o todo.
Mandala se fecha e revela o destino.
Me atendo às partes sofri o engodo
de ver num momento a soma, o fim.
Mas cada instante é fio do mais fino
que tece o desfecho que aguarda por mim.