(Pierre Teilhard de Chardin) anunciou:
“ Depois que o homem já usou tudo o que a natureza lhe ofereceu, haverá um dia em que ele implorará a Deus para utilizar a energia do amor, e a partir de então teremos descoberto o fogo pela segunda vez.”
Minha alma insiste em “aterrar-se” através de um corpo que insiste em “soltar-se”. E nesse vai-e-vem, vou levando a vida... A vida vai me levando. Os paradoxos vão se unindo, tudo vai fazendo sentido e meu coração relaxa enfim.
Mas, onde está realmente o amor, este desconhecido.
Sair pelo mundo em busca de amor pode ser ingenuidade ou desespero, ou ambos, pois não somos um grupo humano capaz de tão alta performance. Haja visto o que ainda acontece no seio desta família que recusa-se a assumir deliberadamente sua herança divina. Penso saber que pelo fato de o processo ser inconsciente e estar atrelado ao engano que os sentidos e a mente em conjunto nos “forçam” a ter, surge daí essa visão míope, deturpada de nossa caminhada neste planeta tão belo, tão grátis e ao mesmo tempo tão frágil e forte como a natureza de seus habitantes.
“O AMOR: este desconhecido, muito se fala nele... Mas ainda continua sendo apenas uma palavra.” Pessoas sensíveis podem observar e perceber como é difícil ver nos olhos do outro um “que” de irmandade. Estamos todos ainda tão voltados para nosso “ganha pão” diário, os sonhos, as metas e fantasias, ambições e desejos. Tudo muito sem sabor, colorido e vida.
A impressão que tenho é que convivo diariamente com robôs-mortos vivos - por assim dizer. E não pensem que estou me excluindo!
Esta semana li algo mais ou menos assim: “Não conhecemos o amor. O homem o procura dentro dos limites do pensamento e o pensamento destrói o êxtase desta graça divina”. Portanto, minha conclusão é óbvia: somente seres meditantes, menos pensantes poderão verdadeiramente conhecer o amor em sua essência. Onde encontrá-los?”
Não sei. Esse mistério, esse enigma fascinante que a humanidade tarda, mas não falhará em descobrir...
Em tempos passados conseguia vê-lo nos olhos de amigos queridos, na luz das cidades, no sorriso das crianças e no abraço de um “amor”. Flashes, instantâneos destes momentos permanecem em meus circuitos neurais, em minhas lembranças, numa memória distante. Saudosismo? Fuga do “presente”?
Ah! O amor, quem realmente o conhece? Chegou a hora de ser menos emocional e cuidar mais de mim. Neste caso, egoísmo não é pecado, e digo isso mediante as motivações que circulam nos bastidores de meu ser... Ah! Nossa velha conhecida adrenalina... Como é bom senti-la em meus anseios de ajudar na construção de um novo momento de alegrias, emoções, “sonhos” e liberdade! Minha velha conhecida adrenalina que me faz vibrar quando penso que um dia, afinal, me será permitido conhecer realmente o que é o “Amor”.
ESTE DESCONHECIDO...
Um pouco acanhada, reconheço.
Sinto-me aliviada por estar “descendo da cruz”, feliz, motivada e novamente aberta para este recomeço. Vibrar em um novo padrão depois de tanto tempo de condicionamento em que a sensação de descrença e duvidas prevalecia! Na mesma medida, assustador. Quem?como será este novo ser? Quais as novas respostas? Mais equilíbrio, mais entrega, menos intelecto, mais humor. Não importa. Não importa mesmo.
(Texto lido na net e adaptado ao meu momento)
Lucya.
“E tudo que queria agora era o seu calor....
Cadê você amor!E quando estou com você amor!
Infelismenteeeeeeeee!
O tempo voa! O tempo voa....”
(ISABELA TAVIANE)