O fogo do silêncio adormece no teu peito como pluma que perde as asas por falta de vento. vento que te trás as asas dos sonhos. A alma solta-se em passos de dança, num ritmo lento e belo, colhes meu corpo como espiga dormente e levas-me como se fosses tu o próprio vento.
Este bailado propaga-se nos céus da Noite, como uma galáxia que gira sobre si mesmo. Em baixo a Terra guarda-nos os corpos abandonados à própria vida, enquanto aqui, neste lugar mágico, jardim secreto, seguimos os passos um do outro numa harmonia perfeita. Almas de pássaros que flutuam no vazio dos sonhos, entre estrelas distantes e paixões ardentes.
Teu corpo dolente não toma consciência da azáfama de tua alma, teu rosto triste não compreende a alegria do teu espírito, e neste contra-senso contorce-se como se atravessasse um pesadelo. A Noite alonga-se até ao raiar do dia, deixando a alma plena e teu corpo exausto. Retiro-me para repousar em minha ceara, e tu despertas para a vida.
(Autoria Desconhecida)
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