é a hora do lusco-fusco...
entardecer... é neste momento
que submissa à sombra fria da noite
fico a contemplar o horizonte.
no céu respingam estrelas e vejo
os jardins apinhados de pirilampos,
assustando as borboletas, que dormem
encantadas e abraçadas às belas flores.
o beija-flor vai para o seu ninho
entre os galhos secos de uma amendoeira
sem frutos, onde junto a outro passarinho,
o espera, sua amada e companheira.
uma nuvem colorida de borboletas,
assustando os colibris e bem-te-vis...
vem de longe, de terras distantes
de onde a canção se faz ouvir.
agora já é madrugada...
chega o frio orvalho, acordando-as.
passaram a noite no lindo jardim
entre açucenas, lírios e jasmins.
é um novo dia e com alegria
a poeta que habita em mim
é brindada com a inspiração,
e transforma tudo em poesia.